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05/abr/2017 às 15:46

GERENTE EXECUTIVA E TÉCNICOS SOCIAIS DA CAIXA DE 6 ESTADOS CONHECEM IN LOCO A METODOLOGIA CAPRICHANDO A MORADA

Na terça-feira, 04 de abril de 2017, um Grupo de Trabalho da Caixa Econômica Federal, composto pelaGerente Executiva de Trabalho Social da Gerência Nacional da Rede de Habitação (GEHEN) de Brasília,Maria Emília Batista Cordeiro, e pelos técnicos sociais: Franciele Jacqueline Gazola da Silva, da Gerência Executiva de Habitação (GIHAB) de Aracaju – Sergipe; Bianca Franco Corleffi, da GIHAB de Campinas – São Paulo; Gabriel Vasconcelos, da Gerência Executiva de Governo (GIGOV) do Rio de Janeiro; Patricia da Jenna Britto, da GIHAB de Salvador – Bahia; Marion da Silva Bittencourt, da GEHEN de Brasília e Nádia Regina Angonesi Corsini, da GIHAB de Passo Fundo – Rio Grande do Sul, conhecerem, in loco, os resultados do trabalho social da Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares (COOPERHAF).

A visita iniciou pela parte da manhã, acompanhada pela direção e equipe técnica da cooperativa, representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (SINTRAF), EMATER, CRESOL e Prefeitura Municipal, parceiros do projeto, na linha Quadros, interior de Almirante Tamandaré do Sul, na propriedade dos agricultores familiares Nadir e Jaime Meira Schuch, beneficiários do PNHR G1 casa nova, integrante do Programa Minha Casa Minha Vida Rural. O casal, filhos de agricultores familiares, optou em permanecer na lavoura desde que se uniram em matrimonio, há 20 anos. Donos de 6 hectares de terra e sem condições de pagar a mão-de-obra, juntos levantaram cada tijolo da casa nova. “Antes a gente morava numa casa de madeira de 4x5m, depois aumentamos pra 7x8m e agora realizamos o sonho de uma casa nova, boa de morar. A gente estudou o caderno, ligou pro engenheiro diversas vezes e devagarinho, um pouco por dia, fomos construindo nossa casa. Levamos 1 ano pra deixar ela pronta, só eu e o Jaime”, comentou Nadir, emocionada com o resultado. A casa velha ainda é mantida como galpão e pode ser vista aos fundos da foto. “Eu sou agricultora mesmo, trabalho junto com meu marido na lavoura e, nas horas de folga carrego pedras, como se diz. Faço artesanato de porongo, crochê, tricô, pintura, madeira, pra ajudar na renda e ele faz biscates na vizinhança ajudando na colheita”, afirmou Nadir.

Logo após, o grupo deslocou-se para o distrito de Ati-açú, em Sarandi, na propriedade de Marlete e Eder da Rosa, beneficiários do PNHR – modalidade G1 Casa Nova contratado em 09.05.2016 – em fase final de vistoria de obras pela Caixa (realizada, inclusive, nesta data). O casal de jovens, feirantes, possui 2 filhos, um de 2 anos e um de 5 anos. Por 10 anos o casal pagou aluguel em uma casa de madeira, próximo aos pais dele e ao local onde construíram a casa nova. Não possuem terras em seu nome, o pai de Eder que autorizou a construção da casa nova, ao lado da sua. A renda da família advém de 1 ha de terra, onde produzem verduras (brócolis, repolho, couve, tempero verde, mandioca, batata-doce e outros) para comercializar duas vezes por semana em restaurantes e de porta-em-porta em Carazinho e Sarandi. Através do Projeto Social da Cooperhaf, realizaram intercâmbio na cidade vizinha de Rondinha, onde tiveram a oportunidade de conhecer propriedades que são referência em produção de hortifrutigranjeiros, para poder ampliar conhecimentos e aplicar na prática. “Foi muito importante esse projeto, ajudou a gente a ter uma casa boa, bonita e ter mais conhecimentos pra gente produzir melhor” comentou Eder, satisfeito com o aprendizado obtido.

Na parte da tarde, o grupo visitou as dependências da COOPERHAF – Filial Rio Grande do Sul, em Sarandi, onde se reuniu para discutir detalhes técnicos da metodologia “Caprichando a Morada”.

E, para finalizar, foi realizada Visita Domiciliar à propriedade de Andréia Marta Petry e Jonas Riech, na Linha Acampamento, interior de Sarandi. O casal também é beneficiário do PNHR – modalidade G1 Casa Nova (em fase de conclusão). Antes, moravam no porão da casa dos pais de Andréia e, através do programa tiveram a oportunidade de construir a casa própria, próximo ao local onde moravam inicialmente e continuar trabalhando junto, especialmente na atividade leiteira. Por meio do projeto social também participaram de intercâmmbio para conhecer propriedades que são referência na atividade do leite, como forma de agregar conhecimentos, tecnologia e buscar mais informações para qualificar a produtividade e renda da família.

SOBRE A METODOLOGIA “CAPRICHANDO A MORADA”

A COOPERHAFentende que a habitação faz parte do conjunto de necessidades básicas de sobrevivência, devendo ser considerada como um dos direitos fundamentais do cidadão, instrumento de inclusão social e melhoria de qualidade de vida. Para a cooperativa, a habitação vai além de abrigo individual ou proteção contra as intempéries e as ameaças do meio ambiente. A habitação também inclui tanto o seu entorno, ou seja, o ambiente natural que a envolve, quanto àqueles que moram nela, buscando qualidade de vida e dignidade da família. Passa a ser um espaço social importante que proporciona a convivência da família e estabelece uma relação de intimidade e respeito entre as pessoas e a natureza. As condições, tanto do ambiente interno, o abrigo físico que é a casa, quanto dos arredores, influenciam e trazem consequências diretas sobre a saúde física e mental, a segurança emocional e até o desempenho dos indivíduos no trabalho. Este viés passa a ser também condição básica para evitar o êxodo rural, pois sentir-se bem em sua propriedade e satisfazer-se com sua moradia é pressuposto de bem-estar. O trabalho desenvolvido pela cooperativa vem ao encontro desta proposta. O acompanhamento social das famílias beneficiárias é a forma encontrada para informar, formar, capacitar e ouvir as famílias agricultoras. Instrumentalizadas através de reuniões de sensibilização, visitas domiciliares, e encontros com os beneficiários, o projeto social se apresenta como possibilidade de formação àqueles que historicamente ficaram em segundo plano nas políticas públicas.

No estudo dos cadernos são apresentadas histórias de vida, dificuldades de conquistas e superação cotidiana. Trabalhar questões de meio ambiente, gestão da propriedade e remeter ao debate reflexões de relações de gênero, juventude e idoso na família e sociedade é debater espaços importantes na conjuntura atual. Enfocar horta, pomar e jardim é resgatar a sustentabilidade da propriedade, que ela seja autossustentável e orgânica, buscando alternativas de produção e geração de renda. Discutir sindicalismo e organização é fazer uma volta ao passado, refletir sua própria vida, de lutas e desafios. 

Mais do que o ambiente físico, uma nova moradia ou ela reformada, traduz-se em mudança de vida das famílias. Enfim, pensar em moradia é mais que a casa. É pensar na qualidade de vida, na produção de alimentos saudáveis e para a subsistência, no bem estar e melhoria da autoestima, no embelezamento das propriedades. Pensar em tudo isso é pensar nas mãos que alimentam a nação. É pensar na Agricultura Familiar como a nossa casa. 

 

 

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            Assessoria de Imprensa Cooperhaf